(Fernando Collor - Ex-presidente do Brasil que sofreu impedimento de continuar no seu cargo)
Direto do site da uol, vou recortar algumas trechos da entrevista do ex-presidente:
- O que pretende fazer na comissão de Infraestrutura?
Transitam pela comissão, além das obras do PAC, o controle das agências regulatórias, o pré-sal... Ela é mais importante do que se imagina. Quero ter uma agenda e um programa de trabalho para o horizonte de tempo de dois anos.
- Como foi a articulação que o levou à presidência da comissão?
Começou lá atrás, na costura da candidatura do presidente Sarney. Desde o início, a coordenação das hostes do governo foi falha. Houve muitas falhas.
- Não se constrange de estar na companhia de um Sarney que, no passado, o sr. chamou de ladrão? Não o incomoda apoiar um Lula com quem teve rixas homéricas e que o chamou de ladrão?
Não me constrange. Se olharmos a história do Brasil, veremos que alianças assim já ocorreram. Getúlio com Prestes. Juscelino com Lacerda... São circunstancias históricas que o país vive e que fazem com que os políticos se unam ou se afastem. Quando cheguei aqui, eleito, em 2006, muitos imaginavam que eu sairia atirando. Mas já havia se passado, em relação ao meu embate com Lula, 18 anos. Em relação ao Sarney, 20 anos. Não seria inteligente, pela experiência que acumulei, que eu viesse aqui transbordar sentimentos menos nobres. Além disso, avaliei: a agenda política, social e econômica do presidente Lula começou lá atrás, em 89.
- Pretende disputar cargos executivos, governo do Estado ou presidência?
Não há pretensão nem previsibilidade de que isso possa acontecer. Meu horizonte agora são os seis anos que me restam de mandato. No final, verei o que fazer.
VOCÊ PODE CONFERIR NA ÍNTEGRA A ENTREVISTA DIRETO NO SITE DA UOL
Com essa entrevista percebemos que muitos políticos brigam por seus interesses quando deveriam brigar pela população que os elegeu. Veja só, o que mais me surpreendeu foi o fato do Collor ter chamado Sarney de Ladrão e Lula ter chamado Collor de Ladrão, e agora: Collor apoia candidatura de Sarney à presidencia do Senado. Sarney paga o favor, dando a Collor a presidencia da Comissão de Infraestrutura. E o Presidente Lula os aplaude, vendo que seus pupilos se entenderam.
To achando que ainda corremos o risco de Collor vir candidato à presidente mais uma vez e o pior de tudo: com chances reais de ganhar. Collor voltou ao cenário com um discurso pacífico, ao contrário do que seria imaginado por muitos, um político com sede de vingança, não se vê. O que se vê é um político se articulando, um político com um discurso 'sincero' (super entre aspas) de que cometeu erros mas que todos políticos o comentem, para que seja minimizado todas as desgraças de sua gestão, como um dos mais terríveis planos, para supostamente conter a inflação, que acarretou em suicídios e aumento da pobreza por todo o país.
Tem uma música do MV Bill que fala sobre essas alianças estratégicas para chegar ao poder:
"Em troca de dinheiro e um cargo bom, tem mano que rebola e usa até batom"
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